Vazar dados é como vazar petróleo: a mancha compromete a confiança do cliente e o valor da marca. Quem trata a governança de dados como vantagem competitiva sai na frente.
"Deixar vazar dados é o mesmo que vazar petróleo." A frase do assessor e head de produtos da Prodam Mauricio Gonçalves Pimentel resume um problema que poucas empresas levam a sério: dado malcuidado não é só risco jurídico, é mancha que não sai. Ela fica grudada na confiança do cliente, na marca e no valor percebido no mercado.
Nesse cenário, a pergunta que toda liderança deveria se fazer não é "quanto custa proteger dados", mas "quanto custa não protegê-los". Quem entende isso primeiro transforma a governança de dados em vantagem competitiva.
Essa mudança de mentalidade já aparece em soluções como a DocSec, plataforma brasileira que usa inteligência artificial para identificar e anonimizar informações sensíveis em documentos PDF antes que cheguem a qualquer sistema externo. A tecnologia combina reconhecimento óptico de caracteres (OCR) para lidar até com documentos digitalizados e imagens, revisão humana para validar o que foi identificado, e um painel de análise que dá visibilidade sobre quais dados sensíveis circulam pela empresa.
O diferencial não está só na tecnologia, mas em onde ela roda: ao manter os dados em infraestrutura nacional, sem depender de servidores internacionais e em conformidade com a LGPD, a ferramenta resolve justamente o ponto cego que soluções genéricas de IA generativa costumam ignorar: a soberania sobre a informação.
É esse tipo de abordagem que separa as empresas reativas das que transformam confiança em diferencial de mercado.
Fonte: Estadão link